Ontem a noite me foi muito produtiva. Eu finalmente DESABAFEI. Como há muito, mas MUITO tempo não fazia. Eu tava me sentindo mal, e, acima de tudo, me sentindo má.
Eu sei, eu falei pra cacete. Hahaha. Como sempre, minha boca não se controla. Mas hoje eu tô me sentindo tão leve, tão sem problemas.
E só tem uma coisa que acho que ficou meio mal entendido. Eu não tô mal. Eu tô muito bem, em vários aspectos da minha vida, mas quem não quer melhorar? Devagarinho vou conquistando todas as melhoras que quero na minha vida, e chegou a hora de começar essa nova fase. Diploma em mãos, emprego garantido, agora é hora de cuidar de mim. Hora de me dar prazeres que eu desejo. Tô relativamente bem resolvida quanto a amores, quanto a família (haha, "ela" não faz parte da família), quanto à amizades. Agora só falta eu me sentir bem comigo mesma. Falta eu me resolver. E esse é o próximo passo. Até mês passado eu era eu pra faculdade e pra realização do sonho de ter um diploma na mão. Agora eu vou ser eu pra mim, pra minha felicidade. Daqui alguns tempos serei eu pra alguma coisa a mais, outro "sonho".
Tá, emisse de lado, Colegas de volta. Era 2004. Bem no começo. Janeiro, dia de resultado do vestibular da UFPR. Aquele ano só fiz UFPR. PUC tava fora de questão. A mensalidade de R$ 1800 não permitiria nem sequer que eu tentasse a prova. Mas tá. Eu não passei. Tava na praia e minha tia me ligou. Falando que não foi dessa vez, e blá blá blá. Eu só queria ficar quieta, no meu canto. E foi isso que eu fiz. Mas depois de um tempo comecei a esperar que pessoas me ligassem, dando os "pêsames" por não ter passado, me dando uma palavra de força.
Eu espero demais das pessoas. Sô carente pra burro e acabo esperando demais das pessoas. Espero que elas façam o que eu faria. E raramente é isso que acontece. Não venha me dizer que eles ficaram sem graça de falar comigo nem nada. Teve gente perguntando onde eu tava que não tava na lama com eles. Teve gente marcando uma reunião dos Colegas pra 2 dias dali.
Foi MARA!
Dali em diante, faltavam poucos dias pro meu aniversário. E ele chegou. Qual foi minha surpresa que MUITA gente me ligou. Até a Charlotte! Calma,eu achei uma explicação pra isso também. Pessoas perguntando como eu tava, se tava bem, que eu iria fezer naquele ano, se ia pra cursinho, pra qual deles. Eu sei que era o dia deles. Mas o que custa uma mensagem, falando, sinto muito? Regan também não tinha passado, e muito tempo depois da comemoração na lama, descobri que os Colegas tinham ido dar suporte à ela, no mesmo dia. Que os Colegas tinham ficado preocupados com ela. Que os Colegas tinham falado pra ela várias palavras, das quais eu esperava só duas: Tô aqui. Ponto.
Eu lembro tão bem os dias, até do tom da Charlotte falando comigo no meu aniversário, pelo telefone. A explicação que eu achei pra isso é que ela tinha que dar suporte pra abelha operária, senão ela pararia de produzir. Nesse caso, era tipo uma questão de fazer social, manter o social. É tipo o político, que faz propaganda " Muito obrigada Curitiba" na televisão. Ou tipo o Sílvio Santos, agradecendo o Brasil inteiro pela audiência. E eles sabem quem são essas pessoas que eles tanto agradecem? Pi-a-da. É, sempre rola aquela falsidadezinha.
Eu tô tentando resgatar minhas agendas dos anos dourados, pra ver se eu lembro de mais coisas e coisas mais específicas. A.S.A.P., eu vou postando.
Thanks, again.
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